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quarta-feira, abril 04, 2012

A dificil tarefa...

O sintoma de egoísmo pode ser identificado facilmente pelos os outros. Pela pessoa que experimenta tal manifestação  é quase que impossível.
Consultando o dicionário, encontramos por definição: “é a qualidade  do Egoísta, aquele que   põe seus interesses, acima do interesse alheio”.
Que complexo!!!
Encontramos definições as quais  só nos  é possível compreendê-las, quando experimentamos, em nós,  o resultado.
No caso do egoísmo,sinto dessa forma. Ser apontado de  egoísta, por certo,  soa como uma agressão, uma provocação...  Reunimos todos os argumentos, todas as justificativas e interrogamos  aos mais próximos. Por fim, formamos time e desmentimos a afirmativa.
Seguimos, então, aliviados...
É  lamentável a nossa atitude. Perdemos boas oportunidades de realização ao lado de alguém: ferimos, magoamos, deixamos...
Como qualquer manifestação humana,  o egoísmos é fruto  do estado evolutivo  em que nos  encontramos. A manifestação egoísta é produto, não surge de repente.
Ao  entendermos por defeito, a queremos longe de nós. Se olhássemos como característica de um ser  inacabado, em construção, por certo realizaríamos os ajustes necessários.
Nascemos e crescemos perseguindo a perfeição, idealizando  modelos tão distantes de nossas possibilidades... Por consequência, seguimos  vitimados.
Tomados de autopiedade, supervalorizamos o que é  temporariamente nosso  e  exigimos reconhecimento, apreço e devoção; sobretudo de quem está bem próximo.
Motivados pelo egoísmo, não  percebemos  que cobramos aquilo que  não doamos. Que exigimos atenção, zelo, presença e  somos distantes, ausentes, indiferentes...
O egoísmo  apresenta sintoma  que exige medicação eficaz.
Assim sendo, quando alguém  apontar em nós, alguma manifestação egoísta, observemos o nosso proceder...

sexta-feira, março 25, 2011

Divaldo franco e a transição planetaria - Parte 1

domingo, janeiro 16, 2011

Flagelos Destruidores

 Sem  a Doutrina Espírita  é impossível compreender  determinadas situações dolorosas.
 Em o LIVRO DOS ESPÍRITOS  EXTRAÍMOS AS  INFORMAÇÕES  A SEGUIR: questões 737/741  ( Allan Kardec em 1857)


737 Com que objetivo os flagelos destruidores atingem a humanidade?
– Para fazê-la progredir mais depressa. Não dissemos que a destruição é necessária para a regeneração moral dos Espíritos, que adquirem em cada nova existência um novo grau de perfeição? É preciso ver o objetivo para apreciar os resultados dele. Vós os julgais somente do ponto de vista pessoal e os chamais de flagelos por causa do prejuízo que ocasionam; mas esses aborrecimentos são, na maior parte das vezes, necessários para fazer chegar mais rapidamente a uma ordem de coisas melhores e realizar em alguns anos o que exigiria séculos. (Veja a questão 744.)
738 A Providência não poderia empregar para o aperfeiçoamento da humanidade outros meios que não os flagelos destruidores?
– Sim, pode, e os emprega todos os dias, uma vez que deu a cada um os meios de progredir pelo conhecimento do bem e do mal. É o homem que não tira proveito disso; é preciso castigá-lo em seu orgulho e fazer-lhe sentir sua fraqueza.
738 a Mas nesses flagelos o homem de bem morre como o perverso; isso é justo?
– Durante a vida, o homem sujeita tudo ao seu corpo; mas, após a morte, pensa de outro modo e, como já dissemos, a vida do corpo é pouca coisa; um século de vosso mundo é um relâmpago na eternidade. Portanto, os sofrimentos que sentis por alguns meses ou alguns dias não são nada, são um ensinamento para vós e servirão no futuro. Os Espíritos, que preexistem e sobrevivem a tudo, compõem o mundo real. (Veja a questão 85.) Esses são filhos de Deus e objeto de toda a sua solicitude; os corpos são apenas trajes sob os quais aparecem no mundo. Nas grandes calamidades que destroem os homens, é como se um exército tivesse durante a guerra seus trajes estragados ou perdidos. O general tem mais cuidado com seus soldados do que com as roupas que usam.
738 b Mas nem por isso as vítimas desses flagelos são menos vítimas?
 Livro dos Espíritos - Allan Kardec
 – Se considerásseis a vida como ela é, e quanto é insignificante em relação ao infinito, menos importância lhe daríeis. Essas vítimas encontrarão numa outra existência uma grande compensação para seus sofrimentos se souberem suportá-los sem se lamentar.
Quer a morte chegue por um flagelo ou por uma outra causa, não se pode escapar quando a hora é chegada; a única diferença é que, nos flagelos, parte um maior número ao mesmo tempo.
Se pudéssemos nos elevar pelo pensamento, descortinando toda a humanidade de modo a abrangê-la inteiramente, esses flagelos tão terríveis não pareceriam mais do que tempestades passageiras no destino do mundo.
739 Os flagelos destruidores têm alguma utilidade do ponto de vista físico, apesar dos males que ocasionam?
– Sim, eles mudam, muitas vezes, as condições de uma região; mas o bem que resulta disso somente é percebido pelas gerações futuras.
740 Os flagelos não seriam para o homem também provas morais que os submetem às mais duras necessidades?
– Os flagelos são provas que proporcionam ao homem a ocasião de exercitar sua inteligência, mostrar sua paciência e sua resignação à vontade da Providência, e até mesmo multiplicam neles os sentimentos de abnegação, de desinteresse e de amor ao próximo, se não é dominado pelo egoísmo.
741 É dado ao homem evitar os flagelos que o atormentam?
– Sim, em parte, embora não como se pensa geralmente. Muitos dos flagelos são a conseqüência de sua imprevidência; à medida que adquire conhecimentos e experiência, pode preveni-los se souber procurar suas causas. Porém, entre os males que afligem a humanidade, há os de caráter geral, que estão nos decretos da Providência, e dos quais cada indivíduo sente mais ou menos a repercussão. Sobre esses males, o homem pode apenas se resignar à vontade de Deus; e ainda esses males são, muitas vezes, agravados pela sua negligência.
Entre os flagelos destruidores, naturais e independentes do homem, é preciso colocar na primeira linha a peste, a fome, as inundações, as intempéries fatais à produção da terra. Mas o homem encontrou na ciência, nos trabalhos de arte, no aperfeiçoamento da agricultura, na rotatividade das culturas e nas irrigações, no estudo das condições higiênicas, os meios de neutralizar ou de pelo menos atenuar os desastres. Algumas regiões, antigamente assoladas por terríveis flagelos, não estão preservadas hoje? Que não fará, portanto, o homem pelo seu bem-estar material quando souber aproveitar todos os recursos de sua inteligência e quando, aos cuidados de sua conservação pessoal, souber aliar o sentimento da verdadeira caridade por seus semelhantes? (Veja a questão 707.)

terça-feira, maio 11, 2010

ALLAN KARDEC


 
Hippolyte Léon Denizard Rivail, ou simplesmente Allan Kardec, foi o codificador da Doutrina Espírita. Antes de conhecermos melhor a vida deste professor francês, mostraremos como foi seu primeiro contato com o mundo espiritual, que conseqüentemente serviu de marco inicial para o Espiritismo.

Kardec e os Espíritos

Em 1855, Hippolyte Léon Denizard Rivail, professor francês de aritmética, pesquisador de astronomia e magnetismo, foi convidado por um amigo seu a ver de perto estas manifestações que ocorriam nos salões da capital francesa. Rivail era discípulo de Pestalozzi, chamado de pai da pedagogia moderna, e casado com Amélie Gabrielle Boudet. Nascido em 03 de outubro de 1804, na cidade de Lyon, já ouvira sobre o assunto das mesas girantes e não entendia bem o que estava acontecendo. Homem criterioso, Rivail não se deixava levar por modismos e como estudioso do magnetismo humano acreditava que todos os acontecidos poderiam estar ligados à ação das próprias pessoas envolvidas, e não de uma possível intervenção espiritual.
O professor então participou de algumas sessões, e algo começou a intrigá-lo. Percebeu que muitas das respostas emitidas através daqueles objetos inanimados fugiam do conhecimento cultural e social dos que faziam parte do "espetáculo". Como os móveis, por si só, não poderiam mover-se, fatalmente havia algum tipo de inteligência invisível atuando sobre os mesmos, e respondendo aos questionamentos dos presentes.
Rivail presenciava a afirmação daqueles que se manifestavam, dizendo-se almas dos homens que viveram sobre a Terra. Foi então, que uma das mensagens foi dirigida ao professor. Um ser invisível disse-lhe ser um Espírito chamado Verdade e que ele, Rivail, tinha uma missão a desenvolver, que seria a codificação de uma nova doutrina .
Atento aos dizeres do Espírito, e depois de muitos questionamentos à entidade, pois não era homem de impressionar-se com elogios, resolveu aceitar a tarefa que lhe fora incumbida.
O Espírito de Verdade disse-lhe ser sim uma falange de Espíritos superiores que vinha até aos homens cumprir a promessa de Jesus, no Evangelho de João, capítulo XIV; versículos 15 a 26: "E eu rogarei ao Pai e ele vos dará outro Consolador, para que fique convosco para sempre; o Espírito de Verdade, que o mundo não pode receber, porque não o vê nem o conhece; mas vós o conhecereis, porque habita convosco e estará em vós... Mas, aquele Consolador, o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, esse vos ensinará todas as coisas, e vos fará lembrar de tudo quanto vos tenho dito".
Através dos Espíritos, Rivail descobriu que em uma de suas encarnações anteriores foi um sacerdote druida, de nome Allan Kardec.
Foi então que resolveu adotar este pseudônimo durante a codificação da nova doutrina, que viria a se chamar Doutrina Espírita ou Espiritismo. Kardec assim procedeu para que as pessoas, ao tomarem conhecimento dos novos ensinamentos espirituais, não os aceitassem por ser ele, um conhecido educador, quem estivesse divulgando. Mas sim, que todos os que tivessem contato com a boa nova a aceitassem pelo seu teor racional e sua metodologia objetiva, independente de quem a divulgasse ou a apoiasse.

A Codificação

A partir daí foram 14 anos de organização da Doutrina Espírita. No início, para receber dos Espíritos as respostas sobre os objetivos de suas comunicações e os novos ensinamentos, Kardec utilizou um novo mecanismo, a chamada cesta-pião: um tipo de cesta que tinha em seu centro um lápis. Nas bordas das cestas, os médiuns, pessoas com capacidade de receber mais ostensivamente a influência dos Espíritos, colocavam suas mãos, e através de movimentos involuntários, as frases-respostas iam se formando. Julie e Caroline Baudin, duas adolescentes de 14 e 16 anos respectivamente, foram as médiuns mais utilizadas por Kardec no início.
Com o decorrer do tempo, a cesta-pião foi dando lugar à utilização das próprias mãos dos médiuns, fenômeno que ficou conhecido como psicografia.
Todas as perguntas e respostas feitas por Kardec aos Espíritos eram revisadas e analisadas várias vezes, dentro do bom senso necessário para tal. As mesmas perguntas respondidas pelos Espíritos através das médiuns eram submetidas a outros médiuns, em várias partes da Europa e América. Assim, o codificador viajou por cerca de 20 cidades. Isso para que as colocações dos Espíritos tivessem a credibilidade necessária, pois estes médiuns não mantinham contato entre eles, somente com Kardec.
Este controle rígido de tudo o que vinha de informações do mundo espiritual ficou conhecido por "Controle Universal dos Espíritos". Disto, estabeleceu-se dentro da Doutrina Espírita que qualquer informação vinda do plano espiritual só terá validade para o Espiritismo se for constatada em vários lugares, através de diversos médiuns, que não mantenham contato entre si. Fora isso, toda comunicação espiritual será uma opinião particular do Espírito comunicante.
Com todo um esquema coerentemente montado, Allan Kardec preparou o lançamento das cinco Obras Básicas da Doutrina Espírita, a Codificação, tendo início em 1857 com o lançamento de "O Livro dos Espíritos". Estes livros contêm toda a teoria e prática da doutrina, os princípios básicos e as orientações dos Espíritos sobre o mundo espiritual e sua constante influenciação sobre o mundo material.
Durante a codificação, Kardec lançou um periódico mensal chamado "Revista Espírita", em 1858. Nele, comentava notícias, fenômenos mediúnicos e informava aos adeptos da nova doutrina o crescimento da mesma e sua divulgação. Servia várias vezes como fórum de debates doutrinários, entre partidários e contrários ao Espiritismo. A Revista Espírita foi a semente da imprensa doutrinária.
No mesmo ano, Kardec viria a fundar a Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas. Constituída legalmente, a entidade passou a ser a sociedade central do Espiritismo, local de estudos e incentivadora da formação de novos grupos.
Allan Kardec desencarnou em 31 de março de 1869, aos 65 anos, vítima de um aneurisma. Sua persistência e estudo constantes foram essenciais para a elaboração do movimento espírita e organização dos ensinos do Espírito de Verdade.


Copyright by Grupo Espírita Apóstolo Paulo

terça-feira, janeiro 12, 2010

DIFERENTES CATEGORIAS DE MUNDOS HABITADOS

3 Do ensinamento dado pelos Espíritos, resulta que os diversos
mundos estão em condições muito diferentes uns dos outros quanto
ao grau de adiantamento ou de inferioridade de seus habitantes. Dentre
eles, há os que ainda são inferiores à Terra, física e moralmente,
outros são do mesmo grau e ainda há outros que são mais ou menos
superiores em todos os sentidos. Nos mundos inferiores a existência
é toda material, as paixões reinam soberanamente, a vida moral é
quase inexistente. À medida que esta se desenvolve, a influência da
matéria diminui, de tal modo que, nos mundos mais avançados, a
vida é, por assim dizer, toda espiritual.
4 Nos mundos intermediários há a mistura do bem e do mal, predominando
um ou outro, conforme o grau de seu adiantamento. Embora
não se possa fazer uma classificação rigorosa e precisa dos diversos
mundos, podemos, considerando-se sua situação, destinação e características
mais acentuadas, dividi-los, de uma maneira geral, desta forma:
mundos primitivos, onde se dão as primeiras encarnações da alma
humana; mundos de expiações e de provas, onde o mal predomina;
mundos regeneradores, onde as almas que ainda vão expiar buscam
novas forças, repousando das fadigas da luta; mundos felizes, onde o
bem supera o mal; mundos celestes ou divinos, morada dos Espíritos
puros, onde exclusivamente só reina o bem. A Terra pertence à categoria
dos mundos de expiações e de provas e por isso o homem é alvo de
tantas misérias.
5 Os Espíritos encarnados em um mundo não estão ligados indefinidamente
a ele e não cumprem nele todas as fases progressivas que
devem percorrer para chegar à perfeição. Quando atingem o grau máximo
de adiantamento no mundo em que vivem, passam para um outro
mais avançado e, assim, sucessivamente, até que cheguem ao estado
de Espíritos puros. São de igual modo estágios, em cada um dos quais
encontram elementos de progresso proporcionais ao seu adiantamento.
Para eles, é uma recompensa passar para um mundo de uma ordem
mais elevada, como é um castigo prolongar sua permanência em um
mundo infeliz, ou ter que reencarnar num mundo ainda mais infeliz do
que aquele que são forçados a deixar, por terem persistido no mal.
DESTINAÇÃO DA TERRA.
CAUSAS DAS MISÉRIAS HUMANAS
6 Muitos se surpreendem por encontrar na Terra tanta maldade e
paixões terríveis, tantas misérias e doenças de todas as naturezas, e
concluem disso que a espécie humana é algo muito triste. Este julgamento
origina-se de um ponto de vista limitado e dá uma falsa idéia
do conjunto. É preciso considerar que na Terra não
 
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