quinta-feira, abril 12, 2012
quarta-feira, abril 04, 2012
Um simples olhar...
Um simples olhar, por vezes, encerra tanto carinho, que alimenta quem o recebe.
O olhar sem crítica, sem cobrança, sem julgamento. Olhar com vontade de ver além das aparências.
O olhar que abraça sem braços, que fala sem palavras, que nos diz aquilo que precisamos ouvir. Esse jeito de olhar é a expressão da alma que entende de gente: de gente que sente, de gente comum, de gente que é apenas gente.
Esse tipo de olhar não depende da cor dos olhos e sim da forma de olhar. É o como se olha que faz a diferença.
Nem todas as pessoas conseguem olhar as outras, percebê-las...
Olhar que fica na lembrança, atravessa o tempo, rompe barreiras.
Saber olhar não é para quem quer, e sim para quem sabe. Por não ser manifestação exterior, não depende dos imperativos sociais, nem das regras de comportamento, nem das normas e regulamentos.
Depende de maturidade emocional, de afeto, de ternura...
Considerando a importância do olhar certo, na hora certa, podemos verificar em nós, a qualidade do nosso olhar.
Abençoemos os nossos olhos, exercitando olhar além das aparências, além do óbvio, do que está visível, tangível...
A dificil tarefa...
O sintoma de egoísmo pode ser identificado facilmente pelos os outros. Pela pessoa que experimenta tal manifestação é quase que impossível.
Consultando o dicionário, encontramos por definição: “é a qualidade do Egoísta, aquele que põe seus interesses, acima do interesse alheio”.
Que complexo!!!
Encontramos definições as quais só nos é possível compreendê-las, quando experimentamos, em nós, o resultado.
No caso do egoísmo,sinto dessa forma. Ser apontado de egoísta, por certo, soa como uma agressão, uma provocação... Reunimos todos os argumentos, todas as justificativas e interrogamos aos mais próximos. Por fim, formamos time e desmentimos a afirmativa.
Seguimos, então, aliviados...
É lamentável a nossa atitude. Perdemos boas oportunidades de realização ao lado de alguém: ferimos, magoamos, deixamos...
Como qualquer manifestação humana, o egoísmos é fruto do estado evolutivo em que nos encontramos. A manifestação egoísta é produto, não surge de repente.
Ao entendermos por defeito, a queremos longe de nós. Se olhássemos como característica de um ser inacabado, em construção, por certo realizaríamos os ajustes necessários.
Nascemos e crescemos perseguindo a perfeição, idealizando modelos tão distantes de nossas possibilidades... Por consequência, seguimos vitimados.
Tomados de autopiedade, supervalorizamos o que é temporariamente nosso e exigimos reconhecimento, apreço e devoção; sobretudo de quem está bem próximo.
Motivados pelo egoísmo, não percebemos que cobramos aquilo que não doamos. Que exigimos atenção, zelo, presença e somos distantes, ausentes, indiferentes...
O egoísmo apresenta sintoma que exige medicação eficaz.
Assim sendo, quando alguém apontar em nós, alguma manifestação egoísta, observemos o nosso proceder...
domingo, abril 01, 2012
Que Alívio!
Todos os dias ao acordar, pensava em encontrar na minha agenda tempo, para sentar e postar os textos. Tomada pelas atividades diversas, percebia, ao anoitecer, que ainda restavam algumas horas acordada, quando poderia sentar e cumprir o que pela manhã havia sido agendado.
Tomada da certeza de que me faltava, tão somente sentar, por diversas noites acreditei que realizaria meu intento.
Para minha frustração, horas depois, vencida pelo sono, experimentava o não cumprimento, porque outros afazeres exigiram ação.
Passei a fazer dessa situação um ponto para minha reflexão. Percebi o quanto as frases de impacto permanecem legíveis em nossa mente, como por exemplo: “ querer é poder!”; “quem quer faz!” etc.
Ora, se eu quero tanto, por qual motivo que não faço? Era a pergunta formulada. Estendi a pergunta para outras tantas situações e tenho encontrado alívio para minha ansiedade, porque compreendi que as frases ditas, registradas em nossa mente, transformadas em vaticínios, podem deixar de existir, como grilhão, ao ampliarmos o sentido.
Vivemos em busca da perfeição, idealizando o que ainda não nos é possível e, em decorrência, não percebemos o que podemos fazer.
Nas diversas relações que estabelecemos, no decorrer da nossa vida, desempenhamos papéis e exigimos do outro um bom desempenho .
O padrão adotado, por referência, é o da Perfeição: Os pais têm de ser perfeitos, os filhos exemplares, os amigos disponíveis, os colegas de trabalhos bem humorados, os parentes solidários, os vizinhos ordeiros,o assistido eternamente grato, o empregador compreensivo, o empregado dedicado, o marido, namorado ou amante, há de deixar sua própria vida, para viver integralmente a nossa.
Seguimos dessa forma, atormentados e atormentando, experimentando em nós a culpa e dos outros, nutrindo mágoas.
Hoje, com alívio, o querer é o nutriente que me permite o fazer, dentro das minhas possibilidades.
quarta-feira, outubro 26, 2011
Alguém que está ninguém...!
Alguém, em especial, ainda menino chegou à adolescência e vestido de adulto permanece até os dias atuais.
Fisicamente é um homem que obedeceu aos padrões estabelecidos pela exigência de mercado investiu na boa forma, na aparência, no corpo modelado; não dispensando a roupa de grife, nem o perfume marcante.
Ora menino ,ora adolescente, as reações são sempre próprias à ocasião...Aprendeu a linguagem do adulto, aquela que é falada de acordo com a situação, e percebeu que pode, sem muito esforço, fingir que é feliz...
Certa vez, casou-se... separou-se... tentou amar e não conseguiu; trabalhou e aposentou-se...
Sua porção “criança” não lhe permite a abstração e a porção “adolescente” faculta-lhe viver a certeza do poder; de ser o melhor, o maior, o mais inteligente,o mais capaz...
Diz o que pensa, sem a menor preocupação com o outro,utilizando o vocabulário de adulto, esbanja as frases de impacto.
No grupo é o engraçado, o descolado , o irreverente; gostado por uns, detestado por outros, porém aceito ante o que apresenta ter...
Pobre homem menino, que acredita ter controle sobre tudo..., ter domínio das situações.
Teme a morte, fenômeno inevitável; teme o não ter. Com a conta corrente abastecida, as aplicações financeiras merecedoras de elogios, segue de coração vazio, embora fisicamente acompanhado.
Não fala das lembranças, não sente saudades, não percebe o outro. Com mais de meio século de vida, não perde os bons eventos culturais.
Desconhece porém a melhor das obras, o melhor acontecimento: Ele próprio!
Dessa forma, segue como um ninguém, isto é lamentável!
quinta-feira, outubro 13, 2011
Alguém Especial !
Aprendemos a cuidar das coisas desde muito pequenos. Quando adultos, por cautela, asseguramos os bens...
O zelar da pessoa, que faz a diferença em nossa vida, não é ensinado na escola, nem nos cursos... Só o tempo..., a falta..., a perda...
Penso que nem todas as pessoas conseguem identificar, em sua vida, a presença de alguém especial. O egoísmo, responsável pela falta de sensibilidade, bloqueia a percepção.
Se pararmos, neste exato momento, somos capazes de identificar uma pessoa especial em nossa vida? Um alguém que se faz presente, mesmo quando fisicamente distante?
Alguém que sabe ser ponte, quando precisamos unir dois ou mais pontos; alguém que é agasalho, em nossos dias frios; que é alimento, quando nos mostramos famintos de compreensão; que é porto seguro, quando estamos à deriva...
Talvez , nem tenhamos respostas às perguntas formuladas, porque o alguém é tão especial, que nunca nos permitiu sentirmo-nos em algumas das situações postas.
Se fizermos um pouco de esforço, talvez consigamos identificar “ a pessoa” . Ao identificarmos, pensemos nela com carinho, por certo, perceberemos o quanto somos ingratos.
A presença que faz a diferença é delicada, não cobra reconhecimento, não quantifica. Se faz presente, mas não dá preço.
Realiza em nossa vida, independente do vínculo de parentesco ou conjugal... Faz a diferença, por ser antes de qualquer atributo, um ser especial que nos escolheu para amar.
Se você tem em sua vida, alguém assim, cuide dele. Procure retribuir, cerque-o de carinho, de atenção... Reflita nas suas reações, no seu nível de exigência... e , sobretudo, não o jogue fora, assim como você , ele sente...
Lembre-se que um dia ele se despedirá fisicamente de você, é da lei. Faça enquanto há tempo!
quarta-feira, outubro 12, 2011
A praga das suposições...
Em decorrência da precipitação que permite que transformemos em verdade mera suposição, muitas amizades ficam pelo caminho...
Classifico como espécies de praga a destruir a plantação no terreno da amizade: as suposições, as percepções, os fatídicos; eu acho..., eu ouvi..., eu percebi..., eu senti...etc.
Penso em praga no sentido de maldição que ataca a pessoa, a qual se permite contaminar. Contaminado, o agente parte a transmitir a todos, que com ele estabeleça sintonia, a sua maldição.
Por tal razão é que encontramos pessoas tomando partido de situações, prestando solidariedades, engrossando a fileira dos contaminados...
Quando vivemos em nosso núcleo familiar ou em nosso ambiente de trabalho ou ouvimos os relatos, todos parecidos, constatamos que o que difere são apenas os personagens.
Em família, é comum que um dos seus membros, em determinado momento, decida que dali por diante desempenhará o papel de vítima. Urdindo uma boa trama dedicar-se- á a sensibilizar os eleitos ao seu redor.
No âmbito do trabalho, ou em qualquer outro não é diferente. O vitimado age e se abastece ao ser consolado e ao ouvir por exemplo: “você tem razão”; “você não merece isso...”; é uma injustiça...”; “coitado de você”etc...
Abastecida, a pessoa prossegue no seu intento criando, ao seu redor, um verdadeiro escudo de proteção o qual impedirá que a verdade seja dita, que a farsa tenha fim.
O vitimado não deseja esclarecer ou entender as suas suposições, as suas percepções ou os seus entendimentos. Cercados de enfermos, igualmente seguem consolados e protegidos para que não haja o esclarecimento.
Qualquer um de nós pode, neste exato momento, estar desempenhando este infeliz papel: vitimado ou protetor do vitimado.
O antídoto ideal em nossa vida é a adoção da sinceridade por base de conduta. A pessoa sincera usa de franqueza em suas relações, não aceita dissimulações e tem por meta a lealdade.
Não se trata de forma e sim de conteúdo.





