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quarta-feira, agosto 03, 2011

A nossa historinha....


Crescemos  ouvindo muitas historinhas. Algumas repetimos  no decorrer de nossas vidas, outras  esquecemos pelo caminho...
Existem aquelas, porém, as quais  procuramos sustentá-las a qualquer custo. Elas podem  ser  comparadas ao dogma, ao sagrado:  inquestionáveis, incomparáveis !
Em decorrência, tornamo-nos crentes  fervorosos. Se a  crença  permanece como fator motivador para nossa vida, é  fabuloso!
Se  surge a insatisfação,   é  o  convite   de revermos o texto...
A insatisfação é definida como a falta de contentamento, um desagrado, assim conceituada no dicionário da língua portuguesa.
Quando positiva,  permite o estímulo, o encorajamento,a  alteração do estado de vida, daquele  que identificou  o que não estava do seu agrado.
O problema surge quando a insatisfação provoca em nossa vida os  distúrbios  pessoais...que, por certo, repercutem   em nossa vida de ralação, afetando  o convívio social.
Em o livro “Momentos de Saúde” de autoria do Espírito Joanna de Angelis,  pela  psicografia do  médium Divaldo Pereira Franco, encontramos na   lição de nº 8 , sob o título de Insatisfação e Utopias,   significativo remédio  para o tratamento de tão delicado   estado patológico: “ A insatisfação responde pela presença de muitos males e sofrimentos no  organismo social,  gerando desequilíbrios que poderiam perfeitamente ser evitados.”
Identifica, ainda, a  autora, o perfil do patologicamente insatisfeito: “De caráter rebelde e conduta perturbadora, despreza os recursos preciosos de que dispõe, anelando somente pelo que gostaria de ser, de ter, de parecer...”
Estejamos em alerta,  portanto;  se estamos insatisfeitos com alguma situação em nossa vida  e, permanecemos sem realizar a mudança necessária, certamente  estamos   enfermos emocionalmente  ....
Não podemos  nos queixar, sentirmo-nos infelizes, insatisfeitos e permanecermos sem  a implementação de  esforços para a mudança.
Precisamos  saber   qual a  historinha   que desejamos prosseguir contando. Devemos abandonar  sim aquelas que nos lançam no mundo do faz de contas ...

segunda-feira, agosto 01, 2011

Censurar ....



Existem pessoas que acreditam  que foram contratadas pela vida para realizar o papel de  Censor. Realizam, em decorrência, a  censura  por onde passam e, não satisfeitas, acumulam o cargo de julgadoras,  condenando sempre  aquelas que,   simplesmente humanas,  realizam  o que podem e como podem...
Gravemente doentes, essas pessoas são  aplaudidas pelos seus pares e rotuladas de  sinceras, porque sabem  identificar e apontar o que está errado  em um evento; quem é  antipático; quem é falso ou oportunista; quem finge ser feliz ; quem merece ou não merece , etc.
Essas pessoas levam tão a sério o papel desempenhado, que  perdem a oportunidade de viver  a vida delas, próprias.
Viver a nossa própria vida é  tarefa  difícil. Quando  dedicamos as nossas horas  a prestarmos atenção em perceber  a nós mesmos, em todas  as situações,incluindo as  relações familiares, sociais, de trabalho... verificamos que precisamos de muito esforço, muito mesmo, para não desistirmos de  interagir,  nas diversas situações  da vida.
O censor não percebe o  mal que faz a  si próprio. Paralisado, emocionalmente, segue engessado em seus conceitos e  perde momentos preciosos... Todas essas pessoas muito poderiam  produzir, contribuindo  para  um melhor resultado nas empreitadas da vida...
Desperdiçam, no entanto, suas preciosas horas,  nas críticas negativas, nos comentários vazios  na identificação das dificuldades alheias...
Convidados ao trabalho  voluntário, por exemplo, de cunho filantrópico, desistem  cheios de razões...  não  conseguem trabalhar pela causa nobre, trabalham, quando podem, pela casa ou por alguém. Resultado:  rapidamente desistem decepcionadas, frustradas...
Em conseqüência, todos perdemos, porque deixamos de  integrar  equipes  solidárias, vibrando harmoniosamente  em sintonia com o  universo.
  

quinta-feira, julho 28, 2011

PESSOA MAIS OU MENOS


 
Muitas pessoas  gostam de ser mais ou menos. São mornas por natureza: não  trocam, não somam, não contribuem...
Ser  pessoa  mais ou menos, independe de sexo, de cor, de classe social, de escolaridade... É escolha pessoal.
São pessoas que nunca dizem o  que pensam, porque não sabem pensar; aprenderam a reagir e  sabem compor as situações,  dizem  o que não sentem, simulam compreender e fingem gostar...
Quando perguntamos a opinião delas,  a cerca de algum fato, dizem qualquer coisa, de preferência acompanhando a maioria, se lhes convier.
Opinião própria não têm, assim como também não sabem defender uma idéia e não têm ideal. Silenciam ao ouvir  algum comentário não verdadeiro,  em relação a outrem   e divulgam, sem cerimônia,  o que  não tem certeza ou até o que sabem não ser verdadeiro.
Quando religiosas, sabem fazer discursos maçantes, prosélitos. Abusam das  falácias, porque não possuem metas, não construíram estradas.
Gostam  de ser  bajuladas,  assim como  adulam as demais. Quando surpreendidas em seu estilo de vida, tornam-se vítimas. Vitimadas cercam-se  das  que lhes são iguais,  no desejo de  proteger a  sua forma “mais  ou menos” de ser.
Todos nós corremos o risco de adotarmos tal conduta. Estejamos  em alerta: ouçamos com atenção as mensagens da vida;  fixemos o olhar  nos acontecimentos  diários; observemos os nossos passos; recomecemos, sempre que possível; e, exijamos de nós - ”pensar sempre”.
Participemos da vida, sejamos inteiros.

quinta-feira, julho 21, 2011

Cuide do seu amigo...


 Se alguém  perguntar o   tamanho do nosso amigo e  o  seu peso,   por certo diremos:  “Precisar, com exatidão,  eu não sei. Asseguro, no entanto, que  ele cabe inteirinho no meu coração”.
Quem desfruta da presença de um amigo sabe, muito bem,  do que estou falando.  Ter  o amigo certo, do tamanho certo, na medida certa...  Que  felicidade!
Você já pensou em seguir a sua estrada, sem  a presença do seu amigo? Por certo, só em pensar sente uma angustia.
Então , cuide  do seu amigo .  Saia do   seu confortável estado  de recebedor dos benefícios ,de alvo das atenções ...
Deixe que ele perceba que você gosta dele, por ele ser quem é; saiba mais sobre as necessidades dele, sem as frases prontas. Existem frases que  realizam, em nós,  o efeito  que  desejamos, porque não  queremos alterar a nossa rotina, como por exemplo: “ Se precisar, conte comigo!
Lembremo-nos que  o   amigo  não espera que   peçamos, ele percebe quando necessitamos, mesmo quando está distante. Na qualidade de facilitador, ele  chega antes; é disponível por está comprometido com  o nosso bem estar.
Devemos repensar a forma que  tratamos o nosso amigo; a atenção que dispensamos a ele; as críticas que tecemos a seu respeito, as   exigências que  fazemos a ele.  Em decorrência de nossa imaturidade,  não sabemos  dar  o devido valor ao que temos, ao que recebemos,  a título de dádiva.
Ao telefonarmos, prestemos atenção no tom da voz do nosso amigo. Quando presentes, olhemos nos seus  olhos; quando distantes, façamos-lhe  uma visita; quando bem perto,  estendamos-lhe os  braços.
Cuidemos bem  da pessoa que  tanto bem nos faz.

sexta-feira, julho 15, 2011

O que não quero para minha vida


Como é fácil  saber o que é  melhor na vida do outro...
Em  se tratando de situação alheia, acreditamos  que somos   hábeis solucionadores de problemas. Conheço pessoas que  marcam reuniões  para, única e exclusivamente, comentar a vida alheia; claro que  sob os  mais variados disfarces.
Minutos  são consumidos ao telefone com os relatos, os comentários, as hipóteses  e as  conhecidas expressões : “eu  acho que você  deveria ....”
A intromissão na vida alheia é  atividade, desde há muito praticada, e tem característica, no meu sentir,  de moléstia altamente contagiosa.
Prestemos atenção na possibilidade do  contágio: alguém afirma algo sobre o  outro, que não é do nosso interesse, que não  nos é útil saber,  que em nada  acrescenta em nossa vida;  nem mesmo sabemos  que se trata de algo   verdadeiro .
E daí!   Se ficarmos ouvindo, prestando atenção, estaremos correndo   sério risco: o contágio.  Em havendo a contaminação,   dali por diante  desempenharemos o papel de  “ palpiteiros”.
O palpiteiro tem orgulho do seu papel; por entendê-lo relevante  procura  aumentar a rede... Pensemos; como poderá sobreviver este personagem   sem   ouvidos  para ouvi-lo? sem alguém para interagir? sem vida alheia para comentar...?
Triste  sina  para quem adota tal conduta, não tem vida própria, é um aprisionado. Coitado, depende dos  outros para ter assunto.
A vida pessoal do  palpiteiro é   nada interessante:  vazia de ações , empobrecida de boas emoções...  sem  sentido. Nada realiza porque não tem tempo para pensar  a sua própria  vida.
Por ser uma doença grave, carece de severo investimento na prevenção: não favorecer a escuta. Dependendo de quem seja,reconheço  ser    difícil a decisão.
Com clareza dizer:  “ Eu  estou proibida ou proibido  de ouvir... “  se houver insistência, afirme: “ordens médica, não tenho o anticorpo  para  evitar a enfermidade...”
 E se houver a contaminação?   o tratamento é doloroso.
Haverá por certo, a crise da abstinência; os delírios;  a sensação  de vazio.. Há de  haver    muita perseverança...
Se há cura? não sei; teria que se  fazer uma pesquisa de campo, de estreitar convívio. Considerando que não tenho anticorpo, para enfrentar  de forma destemida a moléstia,prefiro escrever para fortalecer em mim a certeza, do que não quero para minha vida.

 
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