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segunda-feira, janeiro 31, 2011

Para não encolher...


 
Um certo dia  acordei sentindo falta de mim. Procurei  pela casa, abri os armários, as gavetas, corri para o quintal.
Busquei entre as árvores, revirei toda a terra e  por fim desisti. Percebi que  não adiantava  me procurar por fora:  eu estava encolhida dentro de  mim.
O alongamento foi difícil, doloroso, extenuante...
Entendi  que por falta de habilidade, de tato, para lidarmos  com as diferenças, escolhemos  a forma menos trabalhosa:   o  encolhimento.
Aprendemos desde cedo que não podemos dizer o que sentimos, quando deveríamos  aprender o   Como  dizer o que sentimos.
É o como  eu digo o que sinto, é o  como manifesto o  meu pensamento que fará a diferença em minha vida.  
Quando aprendemos a dizer o que sentimos  sem desequilíbrio, sem  perder a razão, sentimos um grande alívio. Não importa  a reação do outro, o bem estar que sentimos   não tem preço.
Agindo dessa forma não encolhemos.
O processo de encolhimento inicia com  silêncio  dos lábios, silêncio medroso, acuado,  sem o consentimento da razão.
É o silêncio que dói, que  engasga, que maltrata, que faz  diminuir...
O silêncio consentido pela razão é  produtivo, é a pausa para  pensar; avaliar; refletir. É o silêncio necessário para que possamos  saber o como dizer o que precisa ser dito, no momento certo, para a pessoa certa...

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