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domingo, novembro 14, 2010

A Felicidade...

 A felicidade é o estado de ser feliz. Ser feliz ou estar feliz é decisão que precisa ser tomada por aquele que tem conhecimento de si.
Considerando que é um estado, a natureza é subjetiva, cada um encontrará a razão específica para ser feliz.
Penso que muitos nascem, crescem e morrem sem nunca terem pensado, efetivamente, em sua felicidade. Por condicionamento estabelecemos que tal situação nos faz feliz.
Afirmamos que determinada presença é fundamental para nossa felicidade; que certo mês do ano é fatídico; que esta ou aquela cor é impeditiva da felicidade.
Por não conseguirmos compreende o conceito é que tão facilmente estamos felizes e rapidamente, estamos infelizes.
Quando paramos e pensamos, percebemos a complexidade da vida. Como é difícil realizar tão delicada viagem!
É tão comum pensarmos que a felicidade não existe ou que apenas alguns privilegiados são felizes. Puro engano, por certo, cada um carrega sua carga de infelicidade, de dissabores.
Fomos criados por Deus para sermos felizes, é no exercício que aprimoraremos as nossas escolhas que aprenderemos sobre nós, que descobriremos os verdadeiros valores da vida.
E quando vivermos, em estado de alma, a certeza de que somos felizes, por certo não perseguiremos a felicidade.

Tristeza....

Quando você estiver triste, não acredite que é para sempre. Por certo, o sentimento está a denunciar que é hora de parar e procurar a causa.
Fingir, desconsiderar, não é a atitude adequada. Somos o que pensamos e não podemos negar o que sentimos.
A tristeza é conseqüência, e quando não tratada permanece e tende a aumentar de intensidade.
Muitas pessoas, hoje, estão aprisionadas na depressão porque deixaram de considerar o estágio de melancolia, de tristeza...
Embora tenhamos a nosso favor os meios de comunicação, alguns temem certos assuntos. Preferem culpar alguém pela tristeza ou própria a lembrança...
Se estivermos tristes por muitos dias ou se a tristeza se faz constante, está na hora de procurarmos ajuda psicológica e psiquiátrica.
Não podemos deixar de considerar também, o efeito da Oração. Comprovadamente eficaz na recuperação da vida por permitir a sintonia com o Criador.

terça-feira, novembro 09, 2010

Não ferir o Coração...

 
Quando quebramos um vaso, podemos remendá-lo. Claro que uma emenda, sempre será uma emenda.
Dependendo da posição que estiver colocado e a utilização do vasilhame, poderá o remendo, nem ser percebido.
O mesmo não ocorre com o coração de uma pessoa. Quando ferimos, por mais que tentemos reparar, fica a cicatriz.
Por tal razão, devemos ter cuidado, principalmente, com as palavras.  A nossa verdade, que é transitória, poderá ser o instrumento afiado a ferir o coração de alguém.
A lente pela qual vemos o mundo, pode nos conduzir a equívocos, comprometendo a interpretação do fato, supostamente visto.
As afirmativas, ditas por verdadeiras, não raro, são substituídas por outras tantas, sob nova ótica...
Pensemos antes de afirmar ou confirmar esta ou aquela situação. Sempre haverá alguém envolvido, mesmo que não conheçamos.
Consideremos: o ferimento que causarmos no outro é carga certa que teremos de suportar. Vivemos mergulhados em energias.
 Então, não sendo por sentimento, por inteligência, cuidemos para não ferir o coração de alguém.

segunda-feira, novembro 08, 2010

Sentir Deus!

 
 Quando pensamos que não temos mais forças para suportar determinada situação, é o momento ideal, oportuno, para colocarmo-nos nas mãos de Deus.
Não penso na fé cega, a que permite que fiquemos paralisados, contemplativos. Pelo contrário, penso na fé operante.
Entendo por fé operante, a raciocinada. A fé que nos permite sentir Deus na extensão de Pai, tal qual, nos apresentou Jesus.
O Pai que compreende a limitação do filho, sabedor porém, do seu infinito potencial, que carece de estímulo para o amadurecimento.
O problema é uma provocação que exige solução. A revolta não acalma.
Sentir Deus é acreditar que forças teremos para suportar a difícil travessia, que mãos amigas chegarão, que encontraremos a palavra certa, que novo dia nascerá...
Sentindo assim, acreditemos que, no momento difícil, poderemos senti-LO, vive-LO, porque ELE está em nós.
Sentir Deus é questão de decisão, de livre arbítrio.

Maria Bethânia - Tocando em Frente

sábado, novembro 06, 2010

SAUDADE


Por cultura talvez, tememos a saudade.
Penso, que sentir saudade é muito especial. Saudade de um certo alguém, de momentos vividos, saudades de amigos, de parentes de lugares...
A saudade permite-nos a vivencia: seja do acontecimento ou da presença. Tem quem afirme, ter experimentado a presença, em decorrência da intensidade da saudade.
Acredito, que por não sabermos viver frustrações, ficamos tão adoecidos, quando sentimos saudade. Apáticos, trocamos de mal com a vida.
Aborrecidos alguns, amargos outros, não desfrutam do momento oportuno de viver a presença, que não se faz presente, fisicamente, por razões que a vida estabeleceu.
Eu acredito que todos os acontecimentos têm por finalidade a nossa promoção na escala humana. Crescemos na dor, com o sofrimento, com as perdas. Abençoadas são as podas necessárias, que a vida realiza em cada um.
Não faço apologia ao sofrimento, aceito, no entanto, que está compreendido em nossa realidade, em decorrência das nossas escolhas.
Então, sentir saudade, não é ruim. Para mim, é uma grande chance de reviver alguém em especial, que permanece de forma especial, em nossa vida.  

Não brigar com a lembrança.

O bom de poder lembrar é não precisar esquecer.
Penso no sofrimento de algumas pessoas que vivem duelando com as lembranças.
A lembrança é a manifestação do registro. Então, é o que foi registrado, que se faz percebido.
Como não registrar um fato que foi importante? Um acontecimento especial?
É tolice querer esquecer. Esforço em vão, determinar a não lembrança.
É comum, por ressentimento, por mágoa e frustração, determinarmos que não mais lembremos de certo alguém, de um momento especial, por exemplo.
Exigimos a solidariedade dos amigos, operamos mudanças externas, alteramos hábitos, permitimos até um novo alguém em nossa  vida,  sustentamos o discurso que até convence quem ouve.
O tempo, porém, de forma tranqüila, não se agasta, e quando menos esperamos, a danada da lembrança se faz presente.
É a chuva, por exemplo, que naquela tarde caiu diferente, é o vento, o dia, a noite, enfim, algo em especial, que assinala e só resta lembrar...
Sem angústia, sem raiva, devemos encarar a situação. Que bom que temos razão, motivos e saúde mental para lembrar!
Abramos a porta e deixemos a lembrança seguir o caminho natural;  a vida sabe tão bem conduzir as lembranças...
Quando paramos de brigar com as lembranças elas se tornam  esquecidas, substituídas por outras; é da Lei da Vida.   

 
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